- Manuel Maria Carrilho andou 24 horas por Lisboa para "sentir a cidade". Foi aos bares, onde se encontrou com Luis Filipe Menezes, foi ao Martim Moniz, mas evitou o Intendente, foi á RTP, mas não foi a Chelas, foi a uma tipografia, mas não conseguiu arranjar uma padaria. Hoje descansa de um dia / noite movimentado, mas não conseguiu dar o exemplo. Para onde foi, foi de carro e não de transportes públicos...
- Carmona Rodrigues andou acompanhada por uma apoiante do PS, Simone de Oliveira. Aliás, parece que o candidato independente apoiado pelo PSD faz questão de em cada dia aparecer com um vip diferente. É a diferença entre política concreta e política light...
- Jerónimo de Sousa foi a Braga ao pólo da Grundig falar aos trabalhadores. Até aqui nada de novo, não fosse na baixa de Braga lhe terem dito que Mário Soares estava a mais na corrida presidencial e de ter havido pessoas que já estavam convencidos de que o voto deles seria na CDU. O problema que aqui se põe a Jerónimo de Sousa é que os sítios escolhidos são sempre os mesmos. Experimente ir a uma grande empresa e caso não o deixem entrar, denunciem. Pode ser que haja mais atenção...
- Francisco Louçã foi até Oeiras e inventou uma nova palavra no léxico português: "Isaltinice", para ilustrar o SATO, que é o carril que vai desde Paço D'Arcos até ao Oeiras Parque. Assumindo-se um radical, o candidato à Câmara de Oeiras disse que se devia fazer ao monocarril o mesmo que se fez em Tróia, a implosão! Para um partido da moda, as posições estão a ser um pouco radicais, não?
- Maria José Nogueira Pinto foi à Universidade Católica e não quer construir residências para universitários da classe alta, nem de qualquer classe. Prefere chamar os lisboetas de classe média que estão na periferia, e não é para lhes dar casa, mas para arrendar. Ainda houve crispação no debate por causa da questão dos imigrantes e para dar o exemplo, Nogueira Pinto evocou os nossos emigrantes dos anos 60. Comparar uma coisa a outra é digna desse período fascista...
Esta crónica como mais algumas que hão-de vir são baseadas no jornal de campanha da TSF. Para além desse órgão de informação, também a SIC tem um site do grupo Impresa: www.maisautarquicas.com .
A busca de informação é essencial e não podemos ignorar mais um período de importância para o nosso país.